quarta-feira, 9 de maio de 2012

MAO TSÉ-TUNG (1893-1976)

Mao Tsé-tung
Mao Tsé-Tung, filho de camponeses, nasceu na aldeia de Shaoshan, província de Hunan, China. Frequentou a escola até aos 13 anos e depois trabalhou como lavrador. Estadista, poeta e líder revolucionário chinês, em 1918 fixou-se em Pequim. De 1913 a 1918 estudou na Escola Normal de Hunan, onde aprendeu filosofia, história e literatura chinesa. Continuou a estudar e a assimilar o pensamento ocidental e político. Tornou-se líder estudantil com participação em várias associações. Foi fundador, com outros onze companheiros, do Partido Comunista Chinês (1921), que depois de longa luta consegue, em 1949, criar a República Popular da China. 
A china realizou nos anos 60 uma notável revolução cultural, para preservar valores socialistas, como o trabalho manual para todos, a coletivização, a eliminação da oposição cidade-campo e dos privilégios de classe. Mais tarde essa revolução cultural foi criticada por alguns excessos, mas conseguiu eliminar uma tradição autoritária milenar de submissão aos "mandarins" incutida sobretudo pela educação. A Revolução Cultural, em complexo movimento de busca de identidade, acentuava demasiadamente a unanimidade. Em 1978, quando ela acabou, os chineses descobriram a belezas da indiferença: voltaram se para conhecer não só a si mesmo mas todo o mundo. O iniciador dessa Revolução Cultural foi Mao Tsé-Tung.


Frases de Mao Tsé-tung

  • A ação não deve ser uma reação mas sim uma criação
  • Viver não consiste em respirar mas sim em fazer;
  • Somos a favor da abolição da guerra, não queremos a guerra. Mas a guerra só pode ser abolida com a guerra. Para que não existam mais fuzis, é preciso empunhar o fuzil;
  • O poder político nasce do cano da espingarda;
  • Todo o conhecimento genuíno tem origem na experiência direta;
  • Comunismo não é amor, comunismo é um martelo com o qual se golpeia o inimigo.


Sua filosofia política como estadista ficou refletida em seu livro: Os Pensamentos do Presidente Mao.










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O livro Vermelho de MAO TSÉ-TUNG, baixe-o clicando aqui.

VLADIMIR ILICH LÊNIN (1870-1924)

                                          Vladimir I. Lênin: Grande revolucionario russo, que aprimorou a ideas feitas por Marx e Engels.
Maior nome da revolução russa de todos os tempos, sendo o primeiro revolucionário a assumir o controle de um governo, pode experimentar as idéias socialista da educação no pais, acreditando na educação no processo de transformação social. Afirmava Lênin, ser melhor a educação burguesa do que a ignorância. Lênin também criticou a situação da Rússia em seu período, onde as grandes massas do pais permaneciam  em grande parte desprovidas do educação, cultura e saber. Visando reverter isso . em um decreto de 26 de Dezembro de 1919, obrigava “a todos os analfabetos de 8 a 50 ano de idade a aprender a ler e a escrever...”. Em abril de 1917, assim como outros idealizadores educativos, Lênin defendeu alguns princípios:
1º A anulação da obrigatoriedade de um idioma estado.
2º O ensino geral e politécnico, gratuito e obrigatório até os 16 anos.
3º A distribuição gratuita de alimentos, roupas e material escolar.
4º A transmissão da instrução publica aos organismo democráticos da administração autônoma local.
5º A abstenção do poder central de toda a intervenção no estabelecimento de programas escolares e na seleção de pessoal docente.
6º A eleição direta dos professores pela própria população e o direito desta de desfrutar os indesejáveis.
7º A proibição dos patrões de utilizar o trabalho das crianças ate os 16 anos.
8º A limitação da jornada de trabalho dos jovens de 16 a 20 anos a quatro horas.
9º A proibição de que os jovens trabalhassem à noite em empresas insalubres ou nas minas.
Com fundamentos igual esses, ele conseguiu fortalecer mais os traços e ações da política de educacional socialista  iniciada por outros pensadores. Lênin tambem propos a criação de uma nova escola publica, achando mais conviniente do que tentar transformar a quet tinha em suas epoca. Acreditou tambem que a escola nova  satisfaz sozinha, no desejo pela transformação social, é necessário uma, tambem , transformação, na sociedade para que possa dar melhor apoio a educação, em resumo Lênin acreditava que um melhor desenvolvimento social, as duas (sociedade e educação) deviam progredir simultaneamente para se complementarem.

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lista de livros de Lênin para download, aqui.

Ouça um dicurso de Lênin nos tempos de revolução, aqui.

terça-feira, 8 de maio de 2012

ANTONIO GRAMSCI (1891-1937)

GRAMSCI: A organização da escola e da cultura.
Nascido em Ales, na ilha da Sardenha, em 1891, numa família pobre e numerosa, Antonio Gramsci foi vítima, antes dos 2 anos, de uma doença que o deixou corcunda e prejudicou seu crescimento. Aos 21 anos, foi estudar letras em Turim, onde trabalhou como jornalista de publicações de esquerda. Militou em comissões de fábrica e ajudou a fundar o Partido Comunista Italiano em 1921. Conheceu a mulher, Julia Schucht, em Moscou, para onde foi enviado como representante da Internacional Comunista. Em 1926, foi preso pelo regime fascista de Benito Mussolini. Ficou célebre a frase dita pelo juiz que o condenou: "Temos que impedir esse cérebro de funcionar durante 20 anos". Gramsci cumpriu dez anos, morrendo numa clínica de Roma em 1937. Na prisão, escreveu os textos reunidos em Cadernos do Cárcere e Cartas do Cárcere. A obra de Gramsci inspirou o eurocomunismo – a linha democrática seguida pelos partidos comunistas europeus na segunda metade do século 20 – e teve grande influência no Brasil nos anos 1970 e 1980. O princípio educacional que mais prezou foi a capacidade de as pessoas trabalharem intelectual e manualmente numa organização educacional única ligada diretamente às instituições produtivas e culturais. Para ele, para neutralizar as diferenças sociais, deviam ser criados serviços pre-escolares.


      O filósofo italiano atribuía à escola a função de dar acesso à cultura das classes dominantes, para que todos pudessem ser cidadãos plenos. Acreditava em um projeto político que provocaria uma revolução socialista e a derrubada do fascismo. Para que isso acontecesse era necessário haver uma mudança na cultura formando assim uma nova mentalidade do proletariado italiano tendo a escola e os intelectuais como causadores dessa transformação. Ele criticou as academias literárias intelectuais da época dizendo serem elas “cemitério de cultura” que somente tinham o objetivo de satisfazer a classe dominante. Defendia a socialização da educação e da cultura intelectual sugerindo que os intelectuais tradicionais contribuíssem para a extensão do conhecimento à população geral através das parcerias com universidades. Havia na época dois tipos de escola: a clássica(voltada para a classe dominante) e a profissional(voltada para a classe trabalhadora). 


      O teórico defendia uma única escola que aliasse o conhecimento do trabalho manual e capacidade intelectual: a escola única ou elementar. Essa escola, dizia ele, não deveria “hipotecar o futuro do jovem e não constringir a sua vontade, a sua inteligência, a sua consciência em formação a mover-se dentro de um trilho com direção pré-fixada; uma escola de liberdade e de livre iniciativa e não uma escola de escravidão e mecanicidade” (Gramsci, 1975). Primava pelo principio da igualdade, base da filosofia de Karl Marx, defendendo que o trabalho e seu aperfeiçoamento eram o ponto de partida para essa conquista. A escola única realizaria o processo de igualdade, pois como instituição ativa mesclaria teoria e prática nas atividades laborativas dos homens com o objetivo de educar as classes subordinadas para o cumprimento de seu papel na sociedade em seu caráter coletivo e não apenas individual.




http://pt.shvoong.com/social-sciences/sociology/1938730-antonio-gramsci-resenha/ acesso em: 09/05/12

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Baixe Os intectuais e a organização da cultura de GRAMSCI, aqui.

ANTON SEMIONOVITCH MAKARENKO (1889-1939)

MAKARENKO: O trabalho coletivo como princípio pedagógico
Considerado um dos maiores pedagogos soviéticos da história da educação socialista, criou a talvez mais elaborada e completa proposta educacional comprometida com a construção da sociedade socialista, dentre todas produzidas pela tradição revolucionária. Propôs a escola única até os 10 anos, alicerçada na "autoridade da ajuda", que era a autoridade do coletivo resultante da participação comum nas decisões. Makarenko organizou uma escola sem os traços do autoritarismo e mostrou-se prático e organizado. Acreditava que o incentivo econômico era importante na motivação dos estudantes para o trabalho e, por isso, defendeu o pagamento de salários pelo trabalho produzidos na escola. Makarenko acreditava que o educador precisava ter personalidade e caráter e essas qualidades teria que sobressair sobre o estudo, a teoria e o aprendizado. Teoria e prática se fundem numa personalidade revolucionária, que irradia força vital e entusiasma para a mudança de atitudes nos educandos.


O TRABALHO COLETIVO COMO PRINCÍPIO PEDAGÓGICO


Em suas pesquisas chegou a conclusão que não se poderia educar um coletivo de aluno sem antes existir um coletivo de pedagogos. Não se poderia criá-lo enquanto os pedagogos de uma escola realizasse, separadamente, o seu trabalho educativo segundo seus próprios entendimentos e desejo. Pra isso se fazia necessário um atuação integrada e coesa entre os alunos e professores. O coletivo dos professores e o coletivo das crianças não seriam dois coletivos diferentes, mas sim o mesmo coletivo pedagógico. Defendia a ideia de que a mestria deveria ser competente e qualificada e que essa competência seria conseguida com hábitos e procedimentos simples, como por exemplo, o modo como caminha, olha, fala. Levantar-se da cadeira, sentar-se, sorrir, tudo isso marcado por uma grande mestria. Tudo isso seria necessário, sem isso não se poderia ser um educador. Hábitos e meios que todos os pedagogos e educadores deveriam conhecer. Os alunos se comportam bem nas aulas de um professor e mal nas aulas de outro. E isso não é de modo algum porque um deles seja talentoso e o outro não, mas simplesmente porque um é mestre e o outro não. é necessário educar e dar instrução aos pedagogos.




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O nascimento da pedagogia socialista,  aqui.

sábado, 5 de maio de 2012

MOISEY MIKHAYLOVICH PISTRAK (1888 - 1940)

                                                Pistrak: Grande educador na periodo da Revolução Russa.
Assim como Lênin, Pistrak foi um nome de destaque  na educação e revolução russa. Como um dos primeiros educadores desse movimento,  ele teve um importante papel no desenvolver educacional russo.  Parafraseando Lênin, afirmou que “sem teoria pedagógica revolucionaria não pode haver pratica pedagógica revolucionaria”. Atribui uma papel de militante ativo ao professor e aos alunos esperava Auto-organização e trabalho coletivo, e como isso  superar o  autoritarismo professoral burguês. Para tanto, Pistrak procurou mostrar a importância da aprendizagem para a vida do educando e a necessidade dela para a pratica de uma ação, sendo o professor um conselheiro na aprendizagem.
Os métodos escolares estariam vinculados ao trabalho manual (dos mais variados tipos, domésticos, industrias e etc.), ou seja, como visto antes tem-se uma preocupação em prepara o jovem para ser produtivo para a economia, usando desde cedo a escola como fonte preparadora da capacitação e ensino.  Pistrak e sua visão pedagógica surgiram no período de ascensão da população na revolução Russa, quando a sociedade Russa buscava novos valores, desprezando o individualismo e incentivando um bem comum a todos. A revolução soviética então incorporou as idéias de Pistrak para seu plano educacional, especialmente no ensino primário e secundário, onde entre outros fatores, acreditava-se ser melhor criar uma visão educacional do que tentar reparar a velha estrutura.
A organização do programa de ensino se desenvolvia através dos “complexos”, escolhendo um tema de acordo com os objetivos sócias e pedagógicos da escola, para que  com isso o aluno pudesse compreender o real. Com intuito de treinar o jovem no método dialético fazendo compreender o sentido do seu trabalho.  Seguindo o esquema de uma escola socialista única/unitária, com preparações para o trabalho sendo passadas todas as criança atreves de um mesmo tipo de educação, igualizando as chances de alcançarem um grau mais elevado, com preferência aos filhos dos trabalhadores mais pobres, Pistrak foi pioneiro em defender e implantar esses conceitos.

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IDEIAS PARECIDAS E COMPLEMENTARES.


Os princípios defendidos por Marx e Engels refletiram o desejo de outros socialista e educadores, como Etienne Cabet, que defendeu o papel da escola de oferecer alimentação igual a todos, politizando o povo através da educação. Sobre a questão do trabalho na juventude defendido por Marx, temos Robert Owen e Pierre Joseph com seus fundamentos sobre a importância do trabalho manual e produtivo, acreditando serem esses importantes atividades para preparar o jovem em torná-lo um cidadão produtivo para economia. Tendo a escola que apresentar de modo concreto e direta os problemas sócias (OWER) e a dificuldade das criança e jovem que trabalham sob o regime capitalista, de terem acesso a escola burguesia (PROUDHON).  Henri de Saint-simon acreditava na escola dando Alimentação igual para todo, e Victor Considerant propôs a participação do estudante na Gestão do sistema educacional, vemos neste dois últimos casos as idéia de igualdade de diretos e deveres dos socialismo.
Francisco Ferrer Guardia,considerado um dos educadores mais importantes do pensamento pedagógico antiautoritario e  seguidor do filosofo Mikhail Bakuninm, que por sua vez propôs uma luta contra o elitismo educacional burguês, também formulou alguns princípios que uma educação socialista “racional” deveria seguir:
1º Da ciência e da razão.
2º Do desenvolvimento harmônica da inteligência e da vontade, do moral e do físico.
3º Do exemplo e da solidariedade.
4º Da adaptação dos métodos à idade dos educandos.

INICIO DO MOVIMENTO: AS CONTRIBUIÇÕES DE MARX E ENGELS.



 Morus (a esquerda)  e Platão: Fundamento inicias de uma educação publica.



Alguns afirmam que Platão já oferecia idéias sobre esse tipo de educação em suas reflexões e obras (A republica por exemplo). Mais adiante na historia vê-se algo mais parecido com a filosofia socialista com A utopia,THOMAS MORUS (1478-1535) e Manifesto dos plebeu, GRACO BABEUF (1760-1796) sobre respectivamente, uma educação laica, co-educação e denuncia da educação dominante de se fixar em seus próprios interesses sujeitando  o povo a miséria.

                                                           Marx e Engels
                       Mark (a esquerda) e Engels: Breve mais relevantes principios pedagogicos.
Encontramos idéias mais parecidas com a pedagogia socialista  com o desenvolver do socialismo.  A educação publica socialista começa e ganhar seus princípios quando Karl Marx(1818-1883) e Friedrich Engels(1820-1895), iniciadores do socialismo, começam a expor seus pensamentos de modificação social. Tanto Mark quanto Engels, não chegaram a fazer uma analise bastante densa sobre a educação. Em suas reflexão sobre mudanças sócias, ocasionalmente quando se vinha em mente o tema,  eles exponham seus pensamentos sobre ele . Porem, isso não quer dizer em hipótese alguma, que não havia interesse por parte dos mesmos em discutir e fortalecer esse importante ramo social, sempre destacando o ensino/aprendizagem  no contexto de criticas sócias e linhas mestras de sua modificação, bem como criticando o descaso da educação burquesa com as classes menos favorecidas.
Marx e Engels, em suas importantes analises sobre o assunto defendia uma educação publica livre e gratuita para todos as crianças, expondo em seu livro Manifesto do partido comunista os seguintes princípios que a mesma devia compartilhar:
1º Da eliminação do trabalho delas.
2º Da associação entre educação e produção material.
3º Da educação politécnica que leva à formação do homem omnilateral, abrangendo três aspectos: mental, físico, e técnico, adequado à crianças, jovens e adultos.
4º Da inseparabilidade da educação e da política, portanto, da totalidade do social e da articulação entre o tempo livre e o tempo de trabalho, isto é, o trabalho, o estudo e o lazer.

Marx defendia o trabalho infantil, porem não de modo explorador e/ou sem grandes vantagens para os jovens, como se via no regime capitalista. Propondo a decisão do trabalho infantil em três categorias, cada uma com atividades e jornadas de trabalho especificas: a primeira de 9 a 12 anos, trabalhando duas horas por dia, a segunda de 13 a 15 anos, com quatro horas por dia e a terceira, de 5 a 17 anos, com seis horas diárias de trabalho.

Conteudo Recomendado:

Utopia de Thomas Morus, aqui.

 livro com a ideias educacionais  feita por esses grandes idealizadores aqui.
Manifesto do partido comunista obra prima de Marx e Engels clicando aqui.